o futuro

um passeio

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uma batalha medieval

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Casas das histórias

Quando a D. Délia me contou algumas histórias da sua vida, quando me disse onde tinha vivido na sua juventude, eu fiquei com uma grande curiosidade em conhecer a fachada e o interior dessas casas.

Aconteceu hoje esse dia!

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A fábrica que as recebia todos os dias às 8 horas da manhã

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A Fábrica

Está de luto esta Fábrica. Respirou movimento num século que já passou. Hoje, o único que sente é a voz de uns pássaros que encontraram um poiso na sua imensidão.

Ficou desventrada ao serem-lhe arrancados os engenhos criadores. As marcas? São grandes poços… secos.

Os nossos passos quebram o silêncio dos estilhaços de vidros que caíram das lâmpadas fluorescentes que iluminavam as salas sem sol.

Linhas coloridamente sóbrias, esquecidas em prateleiras, tiveram todo o tempo para ceder à sua força. Frágeis e silenciosas, continuam  abraçadas a rolos esperando, sem sentidos, os pontos esquecidos em padrões de tecidos resistentes, também estes, coloridamente sóbrios.

Espalhados estão os objetos, as folhas de papel, as pastas, os restos em metal, em plástico, em madeira… os restos de algo que teve a sua função na história.

As mãos que picavam o ponto todos os dias, as mãos que ajudaram a dobar as linhas, as mãos que ajudaram a transformar os fios de lã em tecidos, essas continuam vivas do lado de lá destas paredes e contam-nos histórias.

Os tecidos que ficaram retidos num espaço do tempo desta Fábrica jazem adormecidos no chão à espera de um resgate qualquer…

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a força da natureza

Como uma amiga disse e muito bem, este foi um sonho que criou raízes

poema de domingo

POEMA DE DOMINGO

Aos domingos as ruas estão desertas
e parecem mais largas.
Ausentaram-se os homens à procura
de outros novos cansaços que os descansem.
Seu livre arbítrio alegremente os força
a fazerem o mesmo que fizeram
os outros que foram fazer o que eles fazem.
E assim as ruas ficaram mais largas,
o ar mais limpo, o sol mais descoberto.
Ficaram os bêbados com mais espaço para trocarem as pernas
e espetarem o ventre e alargarem os braços
no amplexo de amor que só eles conhecem.
O olhar aberto às largas perspectivas
difunde-se e trespassa
os sucessivos, transparentes planos.

Um cão vadio sem pressas e sem medos
fareja o contentor tombado no passeio.

É domingo.
E aos domingos as árvores crescem na cidade,
e os pássaros, julgando-se no campo, desfazem-se a cantar empoleirados nelas.
Tudo volta ao princípio.
E ao princípio o lixo do contentor cheira ao estrume das vacas
e o asfalto da rua corre sem sobressaltos por entre as pedras
levando consigo a imagem das flores amarelas do tojo,
enquanto o transeunte,
no deslumbramento do encontro inesperado,
eleva a mão e acena
para o passeio fronteiro onde não vai ninguém.

António Gedeão



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