Três cores

 

Hoje, no trajeto entre Ponte Sor e Portalegre vinha reparando nas margens da estrada e por aí fora. Reparei que o sol e o calor pintaram de loiro o campo que até há pouco tempo estava verde e, os senhores que encontro com frequência nesta altura do ano nas margens desta estrada cortando as ervas que cresceram até então, são artistas. Sabem porquê? Apararam o loiro, mas tiveram o cuidado de fazer um desvio com a máquina no local onde cresceram  montinhos de papoilas. Lá, vive o vermelho por uns dias entre o amarelo do campo e o azul do céu, as duas cores eternas que caracterizam a história do Alentejo rural e imortalizadas nas fachadas das casas caiadas com ocre de azul ou ocre de amarelo.

O  ocre barro, o ocre terra, o vermelho,  pintou muitos pavimentos interiores e exteriores.

Gosto do chão pintado com este ocre e com brilho de cera.

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One thought on “Três cores

  1. Iiiiii já escreves no gerundio. É sangue alentejano a falar mais alto! 🙂 cantando, comendo, falando e assim, cá se vai andando..

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