O 2º dia em “arte-factos da minha história”

 

Eu e a minha família sempre gostámos muito de bicicletas. Eu gosto particularmente de sentir as rodas rodarem nos caminhos de terra, de fazer leves descidas em cima de pedras, aquelas presas ao chão e de tentar fugir das pequenas pedras soltas, não vá desequilibrar-me e cair. Gosto de parar e procurar novos pormenores nas paisagens conhecidas há anos e, finalmente, já perto de casa, na descida de asfalto, descanso prazerosamente os pés nos pedais, sinto o vento a contornar a minha cara e a puxar-me o cabelo para trás em formas onduladas, ao mesmo tempo que ouço o assobio dos raios das rodas com uma cadência cada vez mais veloz. Esta descida sabe sempre a recompensa por não ter desistido das subidas.

E porque admiramos bicicletas, a minha sobrinha Susana resgatou esta dum caixote do lixo, trouxe-a para casa e eu, numa tarde quente de Verão, à sobra deste telheiro, pintei-a de amarelo.

Ali está ela, naquela “rampa”, sonhando talvez romper o forro de madeira, o telhado de telha mourisca e fazer o caminho das estrelas…

2 thoughts on “O 2º dia em “arte-factos da minha história”

  1. Obrigada Mercedes 🙂 O nosso olhar pode ser sempre diferente se nós nos disponibilizarmos para fazer essa aprendizagem e é assim que confirmamos que a percepção da realidade é infinita…

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