o 7º dia em “arte-factos da minha história”

 

Termino hoje a minha série de sete pequenas histórias inspiradas em “arte-factos” e sabem uma coisa? ri-me muitas vezes ao escrever as palavras com as quais queria retratar as imagens que me passavam pela cabeça! Adoro rir, soltar gargalhadas…Mesmo quando estou triste, aborrecida, zangada, chateada, consigo rir-me se ao meu lado alguém soltar uma parvoice…enfim…Deus me conserve alguns presentes que a infância me deu como este, o de rir cheia de vontade…

Termino convidando-vos a sentar neste banco, o banco do nosso quintal, um banco de família feito em cimento pelo meu avô e que o tempo pintou com fungos os quais mudam de cor quando mudam as estações do ano. Neste banco costumamos conversar nas tardes e noites de Verão. Nessas noites, geralmente em Setembro, quando olhamos para o céu dizemos sempre que não há céu como aquele que ali se vê, sarapintado de estrelas. Dali vêm-se estrelas até ao infinito, até onde nos leva o Universo! Este cenário estrelado costuma ser acompanhado por uma orquestra de rãs que coacham e de grilos que… ? … “grilam”?. Neste banco também fumávamos uns cigarros, mas terminámos com este apetitoso ritual no ano passado, quando fechámos os cigarros numa gaveta. Já aqui estudei e, quando não tinha nada para fazer, entretinha-me a apanhar moscas com as mãos. Era uma passatempo que eu gostava. Naquela terra as moscas abundam desde sempre e eu, que gostava de estar sossegada sentada no banco a ouvir as cigarras, não conseguia, porque as moscas faziam-me cócegas nas pernas e nos braços. Eu, em vez de lhes dar um safanão apanhava-as sorrateiramente, porque descobri que assim as outras moscas não se aproximavam com tanta frequência e eu ficava em paz. Ainda hoje experimento este exercício de apanhar moscas para testar a minha perícia e depois claro, largo-as da mão e lá vão elas voando, meio desnorteadas. Esta cena agora fez lembrar-me um episódio passado com uns senhores gozando a sua reforma sentados num poial (a pedra conversadeira), à frente da Sociedade Recreativa. Os quatro observavam umas formigas que carregavam reservas para o seu armazém e os senhores comentavam o trajecto das mesmas. uns dizendo que o peso era muito e que elas não iam conseguir chegar ao destino, outros diziam que sim, conseguiriam e explicavam porquê. Ai, ai (suspiro)!!!… isto só mesmo por estas margens além tejo onde o tempo não tem pressa!!!

Atrás deste banco já viveu uma laranjeira brava – tinha picos como as roseiras -que morreu velhinha. Nestes próximos dias vamos plantar um limoeiro para fazer uma sombra no banco e para nos presentear com limões, no Inverno!

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