A caixinha dos sonhos

 

Não sei se já tinha televisão a cores ou se ainda era uma a preto e branco, marca Grundig! Sei que todos os dias tentava não perder o filme mudo com uma história preto no branco a qual durava uns minutos e onde as personagens, sempre apressadas, tentavam chegar ao fim do filme :). A seguir a uma pequena sequência de imagens gestuais, aparecia uma moldura com a tradução dos gestos por palavras. A música alegre, triste, rápida ou lenta, acompanhava as emoções dos actores os quais davam, à história muda, um mágico relevo com seus gestos largos e exagerados.

Eu fui crescendo e apaixonei-me pelos filmes de índios e cowboys que davam na televisão ao Domingo à tarde. Eu estava sempre a favor dos índios, aqueles índios da América do Norte de lindos cabelos negros e pele morena. Esta minha grande curiosidade  e admiração pela vida dos índios culminou  no filme Dança com Lobos, porque, o espírito índio do homem – límpido e livre – é amado pela natureza simbolizada, neste caso, pelo lobo. Veio, a seguir, o Trinita! Guardei a sua imagem preguiçosa sempre a dormir numa esteira puxada pelo seu cavalo.

Bem, depois veio  Bonanza, os justos homens e, mais tarde, Uma Casa na Pradaria, com aquela família idealmente fantástica! Ahhh e o Sandokan, um lutador oriental muito jeitoso e as aventuras dos Pequenos Vagabundos que me fizeram sonhar com aventuras em grutas, em castelos abandonados, enfim…

Hoje, continuo a ser fã do grande e do pequeno ecrã, sentada na cadeira duma plateia ou no sofá da minha sala. Sou fã de filmes que me fazem pensar, que me obriguem a relacionar acontecimentos e que me conseguem fazer sentir outra pele:  Se eu se fosse aquela pessoa, se vivesse naquela época, naquele lugar?

Dos últimos filmes que vi em grande ecrã, o que mais gostei foi “A Árvore da Vida” e, em pequeno ecrã, foi “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain“, duas narrativas sobre o amor e sobre o que a vida nos destina de angustiante ou de fabuloso, dependendo da escolha que façamos: o caminho da Natureza, brava e selvagem ou o da Graça, humilde e generosa.

Deixo-vos com a valsa da fabulosa Amélie Poulain

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6 thoughts on “A caixinha dos sonhos

  1. Wonderful post. Fun movie references. I love Amelie. I was always fascinated by the Indians also and felt they usually got the a bad rap in the movies. Did you ever see DEAD MAN by Jim Jarmusch? It features Johnny Depp and Native American Gary Farmer. A great western story in my opinion.

  2. Obrigada Mobius!
    No, I don’t know this movie, but if you say that is a good movie, I’ll have to see it.
    Johnny Depp is one of my favorite actors. I really enjoyed seeing him in the movie “Edward Scissorhands”

  3. Querida amiga, yo también recuerdo con cariño a “Sandokan”; “Orzowey”, “Perdidos en el espacio”, “Mazinger”, etc.
    Me ocurría como a tí, de muy niño, me quedaba horas mirando la tele; amo las cosas que sentí en la infancia: los dos hemos visto en nuestros países las mismas series y los mismos dibujos animados y jamás podremos olvidarlos.
    “Bailando con lobos” fue una gran película que te invitaba a soñar; lo mismo me paso con el árbol de la vida y, por supuesto, con “Amelie”, que es una gran película; me alegro mucho de que nos gusten cosas parecidas.
    Un beso bien grande, amiga mía.

  4. São filmes e séries televisivas que marcaram a nossa geração. Eu sempre gostei muito de filmes e de cinema, embora agora vá menos ao cinema (quando era jovem ia todos os fins de semana!)

    Uma excelente semana para ti!

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