Da Prisão à Expressão

Hoje apeteceu-me entrar num mundo de palavras coloridas, um mundo no qual gosto de me imaginar. O mundo do Circo.

Em Lisboa há uma Escola de Artes e Ofícios do Espectáculo, onde se ensinam artes circences – O Chapitô

Não, nunca sonhei ser artista de circo, pois não tenho qualquer jeito para aprender técnicas circences, mas trabalhar nos bastidores dedicando-me à cenografa, figurinos e adereços, isso sim, agradar-me-ia, porque fazer do palco um mundo de cores, tecidos, objectos que envolvam e aconcheguem a história que os artistas vão expressar através de várias linguagens, é uma actividade muito estimulante.

No caso d’O Chapitô, sabem quem abrigava o edifício desta actual escola? “mulheres prisioneiras”! não foi fabuloso o destino que teve este edifício??? foi como se ele tivesse ganho uma alma sem grades, uma alma livremente carregada das histórias daquelas mulheres! a sua mentora? foi uma mulher que desempenhou a profissão de palhaço, a Teresa Ricou.

A prisão:

O edifício do Chapitô foi, primeiro, um convento até 1834. Depois, uma sala de correção de raparigas e, em 1917, foi transformado em prisão civil de mulheres – A Cadeia das Mónicas, desactivada em 1989.

A expressão:

Em 1981, altura em que foi criada a Coletividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina, nasce o projeto Chapitô – a promoção da educação e da formação profissional através das artes e dos ofícios do espetáculo, com forte intervenção na integração social e comunitária – tal como Teresa Ricou, a sua mentora, o definiu. Na sequência de um acordo estabelecido com o Ministério da Justiça, é construído o espaço (antigas Mónicas / prisão de raparigas) onde o Chapitô desenvolve o seu projeto global. O programa do Chapitô passou então a incluir ações de animação e de formação de carácter pedagógico com o objetivo de integrar pelas artes crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, provenientes de institutos de reinserção social.

Diretora da instituição, Teresa Ricou, conhecida também por Teté, a “Mulher Palhaço” foi também a principal responsável pela criação da Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espetáculo, em 1991.

Fonte: Infopédia

Terão tido, aquelas mulheres prisioneiras, a oportunidade de co(a)ntar as suas histórias a alguém ou terão simplesmente ficado marcadas as linhas nas suas faces? Algum olhar atento as terá sabido decifrar?

4 thoughts on “Da Prisão à Expressão

  1. Great photo and story. 🙂
    I thought about going to Ringling Bros. Circus’ Clown College when I was in school. Thought it might be fun. But my parents wouldn’t let me – so I moved on to other things.

  2. Sim Mercedes, é verdade.
    Além disso esta escola exerce uma certa magia a quem lá entra. Se um dia voltares a Lisboa vai até lá. Tem um restaurante maravilhoso e um bar onde se está muito bem à noite

    Um beijinho grande

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