Hoje

Uma amiga minha recebeu uma mensagem de um padre seu amigo e ela reenviou-ma.
Gostei de a receber.

Ele escreveu assim:
“Se contabilizássemos o tempo e as energias gastas com as preocupações do passado e com as ansiedades do futuro, certamente veríamos o enorme desperdício de vida que consumimos. O importante do passado é o que nos permite agradecer, crescer em sabedoria e ter os pés assentes no dia de hoje. As mágoas, os ressentimentos, as culpas, os remorsos (que muitas vezes as religiões gostam de acentuar, não valorizando convenientemente a sua missão de libertar e salvar!), as coisas passadas que servem de desculpa para não avançar e não perdoar, matam muita vida em nós. E os medos do futuro, o “sofrer por antecipação”, o pensar sempre que “não vai dar certo”, o querer que “todas as condições estejam reunidas”, são os maiores obstáculos à esperança (…)” e termina com uma mensagem do Papa João XXII:

“Hoje, apenas hoje, procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, sem querer resolver de uma só vez todos os problemas da minha vida. / Hoje, apenas hoje, terei o máximo cuidado na minha convivência: afável nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar, nem corrigir ninguém à força se não a mim mesmo. / Hoje, apenas hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo mas também já neste. / Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que sejam todas as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos. / Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura. Assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, assim a boa leitura é necessária para a vida do espírito. / Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custa fazer; e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba. / Hoje, apenas hoje, farei uma boa acção, e não o direi a ninguém. / Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão. / Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente – embora as circunstâncias mostrem o contrário – que Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo. / Hoje, apenas hoje, não terei qualquer medo. De modo especial não terei medo de apreciar o que é belo e de crer na bondade.”

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