A visita

Era noite e, naquela floresta, estava escuro como breu. Ele olhou para o céu estrelado. A Lua estava a crescer.

A sua lanterna tinha uma luz enfraquecida que teria que ser poupada para durar a noite inteira.

Após alguns lentos e pesados passos ele sentiu que estava perto de um abrigo. Seria uma casa? Entrou e tremulamente ligou a lanterna. Viu uma sala de entrada com um chão de tábuas corridas, uma parede nua e uma porta interior aberta.
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Entrou e através daquela porta chegou à cozinha (todas as divisões se ligavam entre elas através de portas abertas).

A luz amarela das chama daquela lareira acesa centenas de vezes num passado longínquo ficou gravada naquele espaço da memória daquela casa. Não era precisa a luz da lanterna, pois a luz da chama imortalizada por aquela lareira iluminava a visão dele. Ao lado, o azul forte de um armário mostrava o vazio que guardava dentro, um vazio de esperança preparado para receber.
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Outra porta dava acesso a uma sala com uma janela aberta para o exterior. Seus vidros estremecidos pela força dos ventos dos rigorosos invernos tinham cedido ao tempo.
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Noutra sala, a outra janela desistiu e abriu a sua porta à luz
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Foi assim que a alma daquela casa resistiu à morte. Abriu suas portas interiores e exteriores, derrubou suas barreiras e voltou a respirar.

Ele cruzou seus braços na ombreira daquela janela e pensou: “Como é bela a força da fragilidade…” Fechou os olhos e foi esta a imagem que viu no que sentiu:

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2 thoughts on “A visita

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