2013

Há um ano entrei em 2013 por uma ponte em londres, ouvindo o sino da torre contar a meia noite, muita gente, muitas luzes no céu, alegria, ohs de espanto que apreciavam aquela beleza de céu enfeitada e depois, depois voltei ao interior do meu país onde o verão é extremo e o inverno também, à sua dureza da qual há gente que foge.

Mas foi aqui neste interior que eu encontrei mais um novo círculo de amigos, amigos que acreditam que o futuro deste planeta está naquilo que a Natureza sempre nos mostrou: a Dádiva e a Partilha. não é o que Ela tem feito toda a Vida? e lá fomos ajudando, todos em conjunto, lá fomos ajudando a que a AJUDADA acontecesse em portalegre.

Aprendi a olhar a terra, o que dela nasce e seus ciclos com outros olhos (ensinaram-me);aprendi a dançar danças do mundo (ensinaram-me); iniciei, muito do início a minha aprendizagem pelo mundo do yoga e da meditação (ensinaram-me), passei um frio muito agradável na serra de são mamede em noites de outono e de inverno olhando as estrelas, conheci boa musica e constatei que há gente jovem que faz um esforço para não deixar morrer as tradições.

No trabalho, algumas das amizades que aqui criámos ao longo dos anos afastaram-se no espaço geográfico, mas ficaram os laços. Tenho saudades de trabalhar com eles(as)…

Contei uma história criada por mim para um grupo de crianças, uma experiência inesquecível!! Dei-lhe a forma de um livro, ofereci-o à biblioteca onde foi contado o conto e guardei outro exemplar para a minha filha, porque o conto foi feito para ela.

No meio do ano fiz umas férias tranquilas à beira mar no sul de portugal. Também conheci outro mar, um mar mais quente no sul de itália e um clima que torrava as narinas. Vivi um ambiente bem familiar duma grande família italiana através da minha amiga Amélia que costuma lá passar férias. Em novembro abri as portas ao meu meio século e o meu marido e os meus dois filhos marcaram-no oferecendo-me o carro dos meus sonhos: um Citroen 2Cv amarelinho!celebrei o meu aniversário no coração de lisboa com os meus amigos de há anos… os amigos de pequenina, sim, também, sabemos o caminho da nossa amizade … e com a minha pequena família. O natal passámo-lo num local que há muito tempo estava fechado nesta época, a casa dos meus avós e da minha mãe. Foi um natal, simples e bonito iluminado pela luz das velas, pois neste inverno que lá é sempre muito mais frio, houve um temporal que levou a luz eléctrica que a calma só trouxe de madrugada. Contei duas histórias de dois livros infantis que tinha comprado para o João e para a Carolina na editora bruaá que veio a portalegre fazer uma apresentação. Os livros “O Urso e o Gato Selvagem” e o “Jardim de Babai” ilustravam, assim que os ouvi ler pelo seu editor naquele dia em portalegre, a essência do natal: o bem querer pelo que nos rodeia e o seu cuidado.

Hoje é dia 31. Está um dia chuvoso e frigidíssimo, um dia de inverno como se quer! Até amanhã.

4 thoughts on “2013

  1. Delicioso.
    Como queria, à sua semelhança, aprender a meditar e encontrar essas gentes que me parece apenas ter conhecido enquanto por Manteigas lecionei. Este ano será duro. O pai ainda não tem o tipo de cancro totalmente diagnosticado, na coluna, mas sabe ter de passar por ciclos de quimio e radioterapia. Enquanto o destacamento não me for concebido, as crises de Alzheimer da minha avó serão mais frequentes e severas, ficando em mim um inusitado sentimento de culpa, ainda que a não tenha😦 De novo terei que procurar vencer a fobia à condução (céus!). Mas tudo isto que parecem desgraças, em mim tem vindo a desenvolver sentimentos mortos ou ocultos, como a fé e a esperança. Tenho pena dos alunos de aldeia que deixarei (daqueles que ainda cuidam do gado, ao fim de semana) mas não tenho da direção que nunca me respeitou nem da maioria dos colegas (refiro-me aos que me olham como coitadinho ou se afastam com receio que também eu seja portador da doença “transmissível” ou que abra o meu silêncio em lamentos que destruam os falsos sorrisos esboçados para um diretor agradar). E aqui de novo se reergue o Paulo com 17 anos, sem papas na língua. Algo que se manteve até há 5 anos atrás quando efetivei num meio inóspito. Aqui, dou prova a um dos meus projetos para este ano: voltar a ser eu, escrevendo a verdade, sem receio de retaliações nem de chantagens, Afinal, quando não nos respeitam…

    Um 2014 cheio de luz, paz e muitaaaa saúde (infelizmente não sei colocar uma imagem com código html nos comentários!)
    Abraço

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