parte de um capítulo da vida no alentejo

Num maravilhoso livro etnográfico que estou lendo sobre uma vila alentejana, Campo Maior, a autora descreve uma marca comum a todos os pastores da época, 1ª metade do Sec. XX: “toda a vida fui pastor, toda a vida guardei gado, trago uma cova no peito por me encostar ao cajado“.

????????“Campo Maior memória das minhas raízes” de Joana Muñoz

Curiosamente, na Primavera que já passou, quando eu fui ajudar um senhor que tem uma linda horta ali para os lados de Castelo de Vide, mondei (gesto de retirar as ervas daninhas, naquele caso, de um batatal) ao lado de uma senhora que me mostrou o seu joelho esquerdo e contou-me: “por toda vida mondar, trago no joelho uma cova por nele o meu cotovelo se apoiar“.

 

3 thoughts on “parte de um capítulo da vida no alentejo

  1. O Alentejo é lindo, é uma alma diferente a desta gente. Eu como vim “tarde” ainda tenho no peito e na vida um avô pastor. Quando era pequena lembro-me de ir para o lado da casa, onde existe um pedaço de terra que ainda hoje é cultivada, ia sempre que podia na idade dos porquês, comíamos laranjas e eu ouvia histórias de jantares à luz da vela com vinho e canções alentejanas das quais me dava meio verso no meio das conversas, as viagem que fazia de feira em feira na carroça e das “amigas” que apanhava com a bela água ardente. Ainda hoje tem sempre uma história para contar, já não monda, nem ceifa e muito menos guarda o gado, mas sempre será pastor.😉 Beijinhos, M.

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