memórias

Nestes últimos meses tenho dedicado algum do meu tempo a ouvir histórias de vida. Sento-me ao lado de senhoras já com uns belos anos, abro o meu caderno de linhas encadernado na CERCI, oferecido por amigas, mas guardado há uns anos, pego na caneta e ouço… e admiro.. e às vezes esqueço-me de escrever…hoje, quando regressava a casa pensava “como é possível algumas das senhoras contarem a sua história com uma sequência temporal quase sem falhas? pois não é fácil aquilo que lhes peço!” algumas não conheceram a escola formal… outras fizeram com muito orgulho o exame da 4ª classe. Sabem no que reparei? reparei que aquelas que encontraram a paz dentro de si, paz que expressam em frases como “a vida do campo é muito bonita”, “trabalhei muito, mas estou feliz”, ” o trabalho era feito com muito amor”…, essas têm uma lucidez incrível! Os seus corpos ressentem-se dos esforços de outrora e hoje estão doentes. A consciência, essa, foi amadurecendo e está saudável.

D. Júlia
Fotografia por Marta Sofia Nunes no café Alentejano

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