Ontem sai mais cedo do sítio onde trabalho, queria chegar a tempo de ver a história de Alice. Tinha sido convidada por uma amiga para ver aquele filme que, segundo ela, retratava uma vida que “cavava bem fundo em nós”, mas não sabia mais nada, fui levada pela curiosidade e pela vontade de descobrir mais um pouco do desconhecido que habita em mim. Na minha mesa deixara a leitura inacabada de uma autobiografia na página onde está escrito: “Alzheimer”. Esta autobiografia foi escrita por a uma senhora que trabalha num Lar, uma senhora que eu acompanho. Hoje, ao retomar a leitura da autobiografia, não passei da primeira página, pois a descrição dos sintomas daquela doença levaram-me até ontem. Descansei as minhas costas na cadeira, rebobinei a história de Alice, neurolinguista e professora universitária que se depara precocemente com aquela doença, e deixei que imagens sobre “estou aprendendo a arte de perder todos os dias” ocupassem o meu pensamento durante uns minutos.
Deixo-vos a cena final de “Para Sempre Alice”, porque nada se perde para sempre…

One thought on “a arte de perder

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