Sem titulo

Um pedaço de terra alimentado com carinho, serviu de alimento a um fogo que cercou a nossa aldeia há dois dias. Lá cresciam árvores com histórias que eu fui recebendo de quem se cruzava comigo, outras foram compradas. Aquelas com as quais me liguei: o Azevinho que eu procurava, foi me oferecido por um senhor que tem um enorme e belo no seu quintal. A Ameixeira da Serra de São Mamede, deu ma um amigo que conheci na AJUDADA. Os Marmeleiros vieram de Mação da horta do pai de uma amiga, vila fustigada pelo fogo como a nossa aldeia. Os Sabugueiros vieram de uma aldeia da Serra da Estrela; um casal de jovens seniores, ajudou me a localiza-los e a recolher uns rebentos. Os Medronheiros vieram das encostas do Douro, quando fiz lá uma vindima. O Boldo, o Coqueiro, a Frisalis, ofertas recentes de amigas. Encontrei esta forma de luto, escrevendo aqui sobre estas vidas verdes e silenciosas, vidas que se agarram à terra onde crescem, ondem morrem.

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