Canções do nosso Alentejo

O Cante Alentejano, candidato a património imaterial da humanidade

Imaginário

Bem que podia ser um sonho, mas este ambiente é bem real, bonito, onde enchemos os pulmões e a alma com ar puro e onde podemos imaginar a história de um filme, porque até há cadeiras para assistir!

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parte de um capítulo da vida no alentejo

Num maravilhoso livro etnográfico que estou lendo sobre uma vila alentejana, Campo Maior, a autora descreve uma marca comum a todos os pastores da época, 1ª metade do Sec. XX: “toda a vida fui pastor, toda a vida guardei gado, trago uma cova no peito por me encostar ao cajado“.

????????“Campo Maior memória das minhas raízes” de Joana Muñoz

Curiosamente, na Primavera que já passou, quando eu fui ajudar um senhor que tem uma linda horta ali para os lados de Castelo de Vide, mondei (gesto de retirar as ervas daninhas, naquele caso, de um batatal) ao lado de uma senhora que me mostrou o seu joelho esquerdo e contou-me: “por toda vida mondar, trago no joelho uma cova por nele o meu cotovelo se apoiar“.

 

a Alma de uma Fábrica

“As referências escritas mais remotas identificadas acerca da existência de uma unidade
transformadora de cortiça na cidade de Portalegre remontam ao ano de 1835. Segundo os registos,
uma família inglesa de nome Reynolds, explorava a essa data uma pequena fábrica de cortiça.
Por essa mesma altura, outro cidadão da nação inglesa, George Robinson, rumava a estas paragens
para se documentar mais profundamente sobre a matéria-prima que há longa data vinha
processando em Halifax, na Inglaterra.
Rapidamente, se afeiçoou ao “modus vivendis” português decidindo fixar-se com a família em
Portalegre. Nas traseiras da 1ª casa que adquiriu no sítio da Boavista, instalou o primeiro núcleo de
produção de rolhas (….)Ler mais em Fábrica Robinson

 

A Alma que eu senti ao entrar nesta fábrica que ficou vazia de operários em 2009

AquiAqui

dentrodentro

o meu corpo voaO meu corpo voa

em pedaçosem pedaços

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Como é que paro, como é que paroComo é que paro, como é que paro, como é que paro...

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mãos de tecedeiras

Estas são as mãos de três tecedeiras, mãos que teceram as teias de um lindo e longo tear da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre http://www.mtportalegre.pt/, mãos que reproduziram obras de arte de João Tavares, Siza Vieira, Vieira da Silva, Graça Morais, Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas, Almada Negreiros…utilizando lãs de “infinitas” cores. Os criadores das pinturas por elas tecidas e pelas suas colegas, esses, teceram-lhes grandes elogios! Da esquerda para a direita estão as mãos de D. Celeste, da D.Isaura e da D. Rosário. A fotografia foi tirada pela Marta Sofia Nunes que me acompanhou nas conversas com estas três senhoras, conversas sobre interessantes histórias de vida.

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